Bebês com a cabeça amassada: O que é isso?



Você já notou que nenhum de nós é perfeitamente simétrico? Embora tenhamos boa parte do corpo “duplicada”, raramente nossas metades são iguais. Há, porém, um limite considerado normal para essa assimetria. Um lado bem mais achatado do que o outro, uma orelha mais pra frente do que a contralateral ou mesmo uma assimetria de face que chama atenção de quem olha para o bebê pela primeira vez, são questões que devem ser avaliadas por um médico.

Na verdade, a medicina chama essas assimetrias cranianas de plagiocefalias. A palavra de origem grega significa “cabeça oblíqua”. Isso porque, olhando de cima, se tem a impressão de que a cabeça saiu do eixo e está com o maior diâmetro ligeiramente desviado para um dos lados. Há outras assimetrias com características bem definidas, como a branquicefalia, na qual toda a região de trás da cabeça está “achatada”, e a escafocefalia, caracterizada pelo crânio alongado e estreito.

Porém, a mais frequente é a plagiocefalia posicional, que recebe esse nome por ser causada pelo apoio excessivo em determinada região da cabeça, devido a posição que o bebê fica na maior parte do tempo. Ou seja se o bebê fica muito tempo apoiado em uma mesma posição do crânio, essa região acaba ficando achatada. A cabeça do bebê cresce muito rapidamente durante os primeiros meses de vida e, como consequência qualquer alteração acontece também em uma velocidade incrível. Um torcicolo congênito, uma preferência de rotação da cabeça ou mesmo uma rotina exageradamente rígida em colocar o bebê para dormir sem